Os primeiros missionários, vindos de Portugal, chegaram a Moçambique a 21 de Junho de 1940, em número de 6 (4 sacerdotes e 2 irmãos) para a abertura do primeiro Seminário Diocesano de Moçambique.
A fundação da Vice-Província foi em 1965. E dentro do jubileu dos 400 anos da fundação da Congregação da Missão, a Vice-Província de Moçambique celebra 85 anos da chegada dos primeiros Missionários em Moçambique.
Depois da independência, em 1975, muitos missionários devido ao regime comunista saíram de Moçambique. Nesta altura alguns missionários vicentinos desempenharam um papel importante no estabelecimento da Igreja Ministerial para suprir o défice de missionários (uma igreja com a participação dos leigos nos diversos serviços da comunidade). Para tal foram criados centros de formação de leigos.
Devido a falta de missionários a Vice-Província abriu-se a internacionalização. E a partir de 1990 até a data de hoje acolhe missionários vindos da Europa, das duas Américas, África e Ásia. Os centros de formação de leigos tornaram-se também centros de introdução dos missionários aos usos e costumes da cultura local.
Por esse período também começou a formação dos nossos futuros missionários.
A Vice-Província tem 7 casas e 24 confrades, sendo 1 Bispo resignado, 16 sacerdotes Moçambicanos, 3 sacerdotes estrangeiros, 3 diáconos e 1 Irmão.
Na formação individual incentivamos aos confrades a formação específica para melhor assumirem as tarefas especiais que lhes são incumbidas, como por exemplo dirigir os nossos institutos e escolas.
A economia Vice-Províncial, ainda depende de ajudas vindas da Cúria e de outras províncias, contudo há um esforço de busca de meios de autossustento (tais como a criação de gado, trabalho na agricultura, sensibilização dos confrades nas comunidades locais para criação de projectos de autossustento e das comunidades cristãs para sustento dos missionários (dízimo e outras contribuições). Estas iniciativas estão longe de responder as demandas das necessidades da Vice-Província.
Como podem ver o propedêutico funciona em instalações que não são nossas e as casas de formação que dispomos estão superlotadas. Isto constitui para a Vice-Província um grande desafio para resolver sem ter de limitar o acolhimento de novas vocações.
Outro desafio maior é a falta de missionários para a formadores e para as missões.
Nisto a Vice-Província ainda não é autossuficiente em recursos humanos e financeiros.
Continuar a trabalhar em projectos de autossustentabilidade em colaboração com a cúria e outras Províncias.
Apesar do número reduzido de missionários, este ano enviaremos o nosso primeiro Missionário a Angola, saído do Seminário da COVIAM – Enugo, e pensamos em abrir novas missões: duas novas comunidades em Moçambique e alargar a nossa presença na África do Sul.
Continuar a formar Formadores para a formação tendo como prioridade a formação de um psicólogo que nos possa ajudar na seleção e acompanhamento dos candidatos.
Somos uma Vice-Província jovem e que sonha em crescer sem quebrar a Internacionalização que a caracteriza, por isso está aberta a colaboração de todos: Cúria, COVIAM, Províncias, Vice-Províncias, Regiões, Missões e Comunidades.
É um convite para toda a Congregação que as respostas variam de Província em Província. A Vice-Província de Moçambique reveste-se do Espírito de Cristo tendo Cristo como regra da missão, meditar o Evangelho, ser seguidores e enviados de Cristo. As Fontes Vicentinas (Constituições, Regras Comuns, Conferências, cartas do Superior Geral, vida dos Santos), retiros, reconciliação, direcção espiritual são um meio que usamos, individual ou comunitariamente, para nos revestir do Espírito de Cristo
O Superior Geral convidou-nos a sair em Missão para as dioceses para dar a conhecer o Carisma Vicentino por ocasião da celebração dos 400 anos da fundação da Congregação da Missão. Este dado não é novidade para a Vice-Província de Moçambique. Nós convivemos com os diocesanos, sendo que muitos foram nossos alunos nos seminários. Alguns deles por conhecer os movimentos vicentinos pedem para que se estabeleçam nas suas paróquias.
O mais importante será revitalizar as nossas comunidades cristãs e falar-lhes mais de São Vicente de Paulo, pois muitas delas nem sabem quem somos.
Nós temos vindo a nos preparar para enviar missionários para a Missão Internacional de Angola (já no final deste ano ou princípio do próximo o primeiro missionário saído de Enugu estará lá).
Também em conversação com o Superior Geral e a Cúria nova missão até o primeiro trimestre de 2025 será estabelecida na África do Sul, na Diocese de Witbank.
A Vice-Província de Moçambique, está aberta para colaborar com a COVIAM mesmo com as limitações que se impõem: falta de missionários, os poucos que temos são muito jovens recéns ordenados que precisam de acompanhamento, falta de formadores para a formação dos nossos, limitações na língua (só o português). Num futuro próximo, 2026, iremos começar a enviar missionários para a COVIAM. Neste momento estamos dispostos trocar missionários para formador pelos missionários jovens.
© Copyright 2025 Congregação da Missão. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade